Pelo oitavo Ano seguido Casas Bahia é a empresa que mais investe em publicidade no Brasil, o montante chegou à casa dos R$ 1,2 bilhões. Também pelo oitavo ano seguido a Young & Rubicam (que é a agência das Casas Bahia) é a agência que mais recebe investimento no Brasil.
Esses números foram divulgados ontem (segunda-feira 30/05/2011) Pelo jornal Meio&Mensagem que divulga anualmente o ranking Agências & Anunciantes, que é fruto do cruzamento de dados entre o mapeamento do faturamento dos veículos de comunicação, com os dados do Ibope Monitor.
Mas o objetivo deste poste não é falar sobre gastos ou faturamentos e sim sobre as mídias usadas. Muito se fala sobre as novas mídias e seu crescimento que é indiscutível, porém dados como estes nos mostram que ainda as mídias tradicionais exercem vantagens sobre as demais.
Com isso trazemos a tona a discussão sobre os futuros dos meios de comunicação. Afinal a Internet vai acabar com a Televisão? Ou melhor as novas mídias vão acabar com as mídias tradicionais de massa?
Na minha opinião, não! Acredito que as mídias, sejam elas novas ou velhas, de massa ou de nicho, vão sempre se reinventar, as vezes vão se utilizar de outras mídias.
Processo esse que já vemos acontecendo hoje, com rádios transmitindo para o mundo todo através da internet, vídeos da internet sendo exibidos na televisão, entre outros exemplos.
Portanto. Reinvente-se!
Censura é @*&%
Ontem tive o prazer de participar da pré-estréia do filme quebrando o tabu, um filme no qual também tive o prazer de trabalhar. Com palavras e imagens fortes, ele transmite uma mensagem que muitos já sabem, mas que poucos tem coragem de assumir. Há mais ou menos dois anos, Fernado Henrique Cardoso (FHC) tomou o primeiro passo e proclamou que a guerra atual às drogas, liderado pelos Estados Unidos e pela ONU, fracassou. O que então deveria ser feito? Legalizar, descriminalizar ou insistir na proibição absoluta? O tema não é simples. Não há uma única resposta; há várias alternativas para várias situações.
Em Quebrando O Tabu, FHC viaja a diferentes países para ver em primeira mão e entender melhor a atual situação, tentando descobrir por que que fracassamos e por que insistimos tanto no mesmo erro. A hora agora é de abaixar as armas e levantar a bandeira da paz.
Quebrando O Tabu, Dirigido por Fernando Grostein Andrade e produzido por Fernando Menocci, Silvana Tinelli e Luciano Huck, vai esclarecer a cabeça de muitas pessoas e ajudará a desenvolver um movimento muito necessário para a melhoria da nossa sociedade.
Mais umas das milhares versões da música "Oração" da "Banda Mais Bonita da Cidade",
desta vez a versão fala sobre o dia -a- dia das agências. Com vocês " Alteração - A agência mais bonita da cidade".
Isso sim é "Product Placement"
sexta-feira, 27 de maio de 2011
O Google fica cada dia mais forte e poderoso. Acredito que em 20 anos eles vão dominar o mundo. Recentemente eles deram um grande passo para isto: Google Wallet, que quer tomar os lugares dos cartões de créditos, inserindo no seu lugar pagamentos via aparelhos telefônicos. Será?
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Rafiados chega a 2000 hits
(05/05/2011)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Imagem do dia
terça-feira, 3 de maio de 2011
Compartilhar é Coisa do Passado
Sentado ai no seu computador, baixando músicas, vendo vídeos no Youtube, lendo informações dos seus amigos no Facebook, olhando as fotos do verão passado, você está interagindo com conteúdo compartilhado (e acaba compartilhando também). Você deve achar que este lance de “compartilhamento” é novo; algo que só poderia vir a acontecer graças à internet. As pessoas vão atrás do que gostam, desde sempre, mas com a chegada e constante avanço do cyber espaço, achar o que você gosta e ter ele em sua posse, fica cada vez mais fácil. O que eu quero dizer é que compartilhar não chegou junto à internet, na verdade, esteve presente desde que objetos se transformaram em artifícios de troca.
Se eu revelar duas cópias de um álbum de fotos, guardo uma e lhe dou a outra, não estamos compartilhando elas? Não é a mesma coisa que salvar elas dentro de uma pasta no seu computador? Se eu chegar à sua casa e lhe mostrar uns vídeos caseiros engraçados, não estaria compartilhando com você? Claro que sim! A internet só facilita isso. Agora posso colocar o vídeo caseiro na internet e mandar pra todo mundo ver. Muito mais fácil.
E assim o texto nos levou pra onde eu queria chegar. Durante as minhas horas constantes de ler tudo que pode ser relevante ou interessante, encontrei um artigo que merece destaque; um artigo de Joshua Green para The Atlantic, onde ele indica que a famosa banda “The Grateful Dead” pode ser o pai de Social Networking (Redes Sociais). A banda recentemente doou quatro décadas de gravações comerciais, videotapes, clippings de jornal, partes dos palcos, e cartas que vão dos mais elaborados pelos fãs até um simples agradecimento de algum evento, para a Universidade de Califórnia em Santa Cruz (University of California at Anta Cruz). Algo que certamente será estudado não só pelos fãs da banda, mas musicólogos, filósofos, sociólogos, psicólogos, historiadores e qualquer pessoa que tiver interesse. A banda foi muito mais do que um conjunto musical, foi revolucionária na maneira com que lidou com seus fãs. Sempre eles em primeiro lugar. O que nos leva a concluir que eles só poderiam estar obedecendo a uma das regras mais básicas do mercado: “O cliente vem em primeiro lugar; Se ele esta tentando falar algo, para e escuta.”
Foi entendendo este conceito e cumprindo ela – Já que muitas empresas dizem que focam no cliente, mas poucas realmente fazem – que O Grateful Dead conseguiu implantar valores para consumidores (consumer value). Seus shows eram planejados de acordo com o comportamento de seus “fies clientes”. Era quase impossível ir a dois shows do Dead e ouvir as mesmas músicas. A banda sempre trocava de noite em noite e, muitas vezes, chegou a tocar dois sets de shows em uma mesma noite. Essa rotação dos shows gerou dois fenômenos incríveis. Primeiro, os fãs queriam ouvir suas músicas e se não tocava em um show, eles com certeza iriam a outro. Além disto, com a larga quantidade de fãs vindo de outros estados, a banda podia fazer vários shows seguidos no mesmo palco e ter a certeza de que estaria quase sempre lotado. Não é a toa que eles se tornaram em uma das bandas mais lucrativas de todos os tempos; eles realmente entenderam o cliente deles. Tiveram idéias geniais como um Central de atendimento via telefone que avisava seus seguidores sobre as novidades da banda, quando e aonde seriam os shows, e que permitia a venda por ligação. Ou seja, o fã de um estado não precisa ir para outro, ficar no frio esperando, pra talvez conseguir ingresso. Hoje vendas pelo telefone são coisas banais, mas pra uma banda implementar isso, é genial.
A melhor sacada deles, contudo, foi permitir que os clientes pudessem gravar o áudio do show, criando uma versão para si do evento. A banda já tina percebido que seus fãs, que estavam quase sempre sob o efeito de LSD, haviam começado a vender camisetas tie-dye e outros itens, e também que as pessoas estavam gravando seus shows. O cantor da banda, John Perry Barlow, disse que a banda não conseguiria regular as gravações dos shows, assim como não da pra regular o download na internet. Mas ele percebeu que se ele der uma música para 20 pessoas e essas 20 pessoas derem pra mais 20, em pouco tempo, todo mundo iria saber dele e seu valor iria aumentar. Pra ele, a correlação importante é aquela entre familiaridade e valor e não entre escasses e valor, como Adam Smith havia dito. Garcia acredita que “a melhor maneira de aumentar a demanda pelo seu produto é da-la sem custo. (The best way to raise demand for your product is to give it away).”
Com essa iniciativa, os fãs começaram a trocar gravações de shows entre si, já que nenhum era igual a outro. Às vezes a equipe de som deixava os fãs conectarem seus equipamentos de gravação diretamente no equipamento de som da banda, gerando uma qualidade espetacular para shows da época. Em certos shows, especialmente em lotados, a banda deixava uma área reservada para os prosumidores da época, com entrada permitido através de um ingresso especial. A banda sabia que esse compartilhamento de suas músicas por parte dos deadheads, como eram conhecidos, sempre realizado sem lucro, permitiria que eles comprassem outras mercadorias da banda e até ingressos, e foi o que aconteceu. Os tours da banda se transformaram numa rede social. As pessoas iam para encontrar velhos amigos, conversar, ouvir e trocar música, ou seja compartilhar informações.
A universidade que recebeu todo este material pretende colocar quanto mais coisas possíveis online para continuar a expansão do compartilhamento de memórias da banda, permitindo que itens perdidos na biblioteca deles podem ser entregues por usuários ao redor do mundo. Como falei, compartilhar não chegou junto à internet, na verdade, esteve presente desde que objetos se transformaram em artifícios de troca.